Incrível como posso ser julgada como fraca. Incrivelmente triste perceber que eu sou capaz de pensar na hipótese ou realmente me afastar de pessoas que gosto para não vê-las idiotizar e me sentir incapaz de fazê-las perceber isso...
Triste perceber que eu sou incapaz de sacrificar meus ideais de bons e sábios amigos visando a continuidade de um relacionamento de amizade. Antes, me afasto ao ver o quão bestas algumas pessoas se tornam, sem dizê-las o que eu penso sobre seu comportamento.
Pior é ver as pessoas que não só bestializam a si mesmas, mas também influenciam colaborando para mais bestializações ao redor de si, e por eu ainda estar fisicamente perto dessas, sinto a bestialização de mais gente próxima a mim. Mais amigos que são tomados por essa espécie de vírus contagioso que transforma as pessoas e nos afasta delas sem que elas necessariamente sintam nossa ausência.
São pessoas por quem eu sempre costumei nutrir um afeto belo e construtivo. Pessoas que eu, durante anos achei que poderia contar pro resto da vida. Gente como eu. Normal, ou quase isso. Pessoas com valores iguais ou muito parecidos com os meus, conceitos semelhantes. Mas que se deixaram influenciar por comportamentos fúteis, contagiar por pensamentos infantis.
Não que eu ache completamente ruim a ideia de ser para sempre uma criança. Mas acredito que há diferenças entre "não deixar a criança de dentro de nós morrer" e ser imaturo para sempre. Ser maduro não significa necessariamente ser velho.
Enquanto isso, continuo aqui calada. Fraca o suficiente para me sujeitar aos ideais idiotas de quem um dia eu acreditei que fosse igual a mim, mas forte o suficiente para suportar afastamentos.
Mas talvez seja só uma questão de mudança em MIM e não nos outros. Mudanças que nos últimos meses tenho notado o quão expressivas se tornaram. Mudanças trazidas pela idade. Pelo 18º andar que se aproxima. O tal amadurecimento. Mas isso é uma outra história...
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